NESsT no Brasil
O Brasil enfrenta sua pior crise de desemprego em décadas, com mais de 14 milhões de pessoas desempregadas. NESsTOs investimentos do Brasil concentram-se em empreendimentos sociais que criam empregos em indústrias em crescimento para os mais necessitados, e estão comprometidos com o meio ambiente e com práticas comerciais justas.
Uma Saída de Portfólio Bem-Sucedida: Pedala
Conheça o NESsT no Brasil
A Associação Bebô Xirin do Bacajá (ABEX) é uma associação indígena que representa o povo Mebengokrê - Xikrin da Terra Indígena Trincheira Bacajá (TITB), defendendo e promovendo a preservação da biodiversidade.
A AfroSaúde é uma empresa de tecnologia na área da saúde (healthtech) que garante acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade no Brasil, especialmente para a comunidade negra. Ela também desenvolve soluções específicas para as doenças mais prevalentes nessa população.
A empresa social Apoena foi fundada em 2021 para melhorar a segurança, a eficiência e a qualidade do processamento de mandioca para os agricultores locais. A empresa social colabora estreitamente com os produtores de farinha de mandioca para melhorar suas condições de trabalho e oferece treinamento em agricultura orgânica e técnicas de processamento de mandioca.
A ASSOAB apoia pequenos coletores de castanhas-do-pará em Beruri, Amazonas, desde 1970, gerando renda estável para as comunidades isoladas, respeitando seus meios de subsistência tradicionais e o meio ambiente.
Com sede em Mocajuba, no estado do Pará, a Cacauaré é uma empresa familiar liderada por mulheres que trabalha em estreita colaboração com mais de 30 famílias ribeirinhas, indígenas e quilombolas para adquirir cacau nativo e outros ingredientes amazônicos, transformando-os em cacau cerimonial, chocolates de origem única e uma variedade de produtos derivados.
A Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte ("COOPAFLORA") foi criada em 2019 para representar as famílias coletoras dos diversos territórios indígenas, quilombolas e de colonos na Calha Norte da Amazônia brasileira.
Fundada em 2008, a Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer (COOPAVAM) é uma cooperativa liderada por mulheres de colonos rurais que adquire castanhas-do-pará nativas de pequenos agricultores e comunidades indígenas na Amazônia brasileira. A COOPAVAM paga preços premium aos fornecedores, apoiando alternativas sustentáveis de subsistência às atividades que degradam a floresta.
Com sede em Maués, Amazonas, ASCAMPA é uma associação comunitária que visa melhorar o sustento das famílias de pequenos agricultores locais, muitas das quais são de ascendência indígena. Seu principal produto é a semente de Guaraná, uma superalimentação nativa da Amazônia conhecida por seus benefícios em termos de aumento de energia.
A Diaspora.Black é uma empresa social do setor de turismo e eventos com a missão de promover experiências de viagem positivas em termos de diversidade racial e étnica.
A EcoCiclo foi fundada em 2019 por três mulheres negras do nordeste do Brasil que se propuseram a combater a pobreza menstrual por meio da inovação, sustentabilidade e inclusão. A empresa desenvolveu o primeiro absorvente higiênico 100% biodegradável do Brasil, feito de bambu e celulose natural, que se decompõe totalmente em seis meses.
A Elysios é uma empresa de agrotecnologia que busca garantir que os agricultores familiares tenham acesso às ferramentas tecnológicas e à assistência necessárias para produzir produtos de qualidade de maneira sustentável.
ManejeBem ferramentas digitais e assistência técnica a famílias de agricultores rurais para aprimorar seus processos agrícolas e melhorar sua renda.
Plantus, fundada em 2010, desenvolve e fabrica insumos naturais e orgânicos para os setores farmacêutico, de cosméticos e de alimentos. Liderada por uma equipe de gestão formada apenas por mulheres, a empresa social tem o compromisso de criar oportunidades de renda para as comunidades locais e, ao mesmo tempo, proteger o planeta.
A Trampay é uma empresa de tecnologia que visa tornar a gig economy mais justa e segura para os trabalhadores no Brasil. Ela oferece a esses trabalhadores serviços financeiros pessoais e benefícios de emprego que possibilitam uma renda sustentável, promovendo autonomia financeira, bem-estar e qualidade de vida para os trabalhadores.
A VerdeNovo foi fundada com um objetivo simples, mas transformador: restaurar os ecossistemas nativos do Brasil e, ao mesmo tempo, criar oportunidades de emprego para as comunidades que os protegem. Fundada em 2016, ela apoia mulheres coletoras negras e quilombolas a obter renda com a coleta e venda de sementes nativas, ao mesmo tempo em que presta serviços de restauração ecológica e educação ambiental.
Uma das mais renomadas organizações sociais da Amazônia brasileira, a ASPROC apóia as comunidades ribeirinhas locais a produzir e vender produtos biodiversificados provenientes exclusivamente da floresta tropical, incluindo peixe pirarucu, farinha de mandioca, borracha natural e açaí.
A ATAIC é uma associação dedicada a gerar e expandir oportunidades de renda para as famílias locais através da obtenção de frutas e sementes oleaginosas da Amazônia.
Treina e prepara jovens carentes para aprendizados que os ajudarão a lançar suas carreiras
Maré de Sabores oferece às mulheres, especialmente às mães solteiras de baixa renda da Maré, um dos complexos de favelas mais populosos do Brasil, treinamento, experiência de trabalho e oportunidades de emprego no setor de alimentos.
Movimento Black Money é um centro de inovação que aumenta a capacitação econômica da população negra no Brasil. A empresa social apóia a população negra em quatro áreas: defesa de direitos, educação, serviços financeiros e consultoria.
Oferecemos financiamento personalizado e orientação empresarial para ajudar sua empresa social a prosperar.
Notícias NESsT no Brasil
NESsT da Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026, levando representantes das empresas de seu portfólio para contribuir diretamente com as discussões sobre desenvolvimento territorial, financiamento, restauração, cadeias produtivas da sociobiodiversidade e o futuro da sociobioeconomia amazônica.
Este vídeo reúne depoimentos de líderes empresariais da sociobioeconomia que, a partir de trajetórias fortalecidas com o apoio da NESsT, estiveram presentes em fóruns centrais de debate sobre clima e financiamento, como a COP30, em Belém. Suas falas partem da prática e evidenciam por que a presença de quem atua diretamente nos territórios é essencial nos espaços onde decisões de longo alcance são construídas.
A realização da COP30 no Brasil, pela primeira vez sediada na Amazônia, marcou um momento decisivo para o debate global sobre clima e desenvolvimento. Nesse contexto, a NESsT sua atuação como ponte entre o debate global e a realidade dos territórios. Para aprofundar essa agenda, apresentamos a seguir uma conversa com Cairo Bastos, gerente de programas da NESsT , que compartilha reflexões sobre os principais avanços observados em Belém, os aprendizados acumulados pela organização e os caminhos para fortalecer um modelo de desenvolvimento que nasce dos territórios e dialoga com os desafios globais.
Em muitos territórios da Amazônia, comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e tradicionais estão à frente de empreendimentos que geram renda digna, fortalecem economias locais e preservam modos de vida ancestrais — tudo sem derrubar árvores. A sociobioeconomia vem ganhando força como um caminho concreto para conciliar desenvolvimento e conservação. Com o apoio da NESsT, iniciativas como pequenas cooperativas, associações indígenas e empreendimentos familiares vêm transformando colheitas, manejo florestal, agroflorestas, extrativismo sustentável, produção de superalimentos e turismo de base comunitária em alternativas reais para o desenvolvimento.
As populações indígenas amplamente sub-representadas nos espaços de decisão global, o que evidencia uma contradição entre seu protagonismo na proteção da natureza e sua ausência nos fóruns onde se definem as políticas ambientais e econômicas. Essa exclusão não ocorre por acaso: reflete barreiras históricas - linguísticas, financeiras e políticas - que limitam o acesso de quem vive e protege os territórios às mesas onde se decide o futuro da biodiversidade e da economia.
Na próxima semana, a NESsT participará da COP30, em Belém do Pará - uma conferência histórica que colocará a Amazônia no centro das discussões globais sobre o clima e marcará a maior presença de povos indígenas já registrada nas negociações da ONU. A organização estará presente ao lado de empreendedores e empreendedoras do seu portfólio amazônico, levando experiências que nasceram nos territórios e mostram que as soluções climáticas mais eficazes vêm de quem vive e protege a floresta.
Hoje, muito pouco do crédito ofertado nas instituições chega a quem protege a floresta. Se governos e organismos multilaterais trabalharem em sinergia para mudar esse cenário, negócios sustentáveis podem prosperar - e a Amazônia também.
Manaus sediou, nos dias 30 e 31 de julho, a segunda edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS 2025). O encontro, promovido pelo Pacto Global da ONU - Rede Brasil e pela gestora de venture capital KPTL, reuniu mais de dois mil participantes, entre autoridades públicas, investidores, empreendedores e lideranças comunitárias da região. O objetivo foi discutir alternativas sustentáveis para o desenvolvimento da Amazônia, com foco na bioeconomia, na inovação e no fortalecimento de cadeias produtivas baseadas na floresta.
Neste artigo, Renata Truzzi, diretora de impacto e operações da NESsT, compartilha suas reflexões sobre o Impact Minds: Collective Makers 2025, da Latimpacto, combinando suas próprias ideias com vozes e histórias do evento, mostrando como a ação coletiva, o conhecimento ancestral e as abordagens lideradas pela comunidade estão moldando o futuro do investimento de impacto.
No Brasil, milhões de pessoas negras empreendem não por escolha, mas por necessidade. Mesmo assim, transformam territórios, geram renda e abrem caminhos para outras pessoas. Em um cenário de desigualdade de gênero estrutural, a situação é ainda mais difícil para as mulheres, que acumulam obstáculos a serem superados em suas trajetórias. Neste julho das Pretas, a NESsT Brasil reafirma seu compromisso com a equidade racial e com o fortalecimento de negócios que constroem futuros mais justos.
Finanças Mistas ou Blended Finance: como a combinação de capital público, privado e filantrópico pode destravar recursos para projetos de impacto em territórios vulnerabilizados.
O programa NESsT Amazônia Tech, em parceria com a Cisco, está conectando soluções tecnológicas a negócios comunitários que mantêm a floresta em pé e geram renda com sustentabilidade. De aplicativos que capacitam produtores a sistemas que garantem rastreabilidade e ampliam mercados, o programa já impactou mais de 15 mil pessoas e diversas organizações como a Coopaflora, ASSOAB, Plantus, ManejeBem, Elysios e Apoena.
Evidências acadêmicas e empíricas mostram que aumentar a inclusão das mulheres é essencial para que a sociobioeconomia se estabeleça como uma forte estratégia de desenvolvimento nacional
Neste blog, conversamos com empreendedores da bioeconomia para entender melhor os desafios que enfrentam ao buscar financiamento de diferentes fontes. Leia agora para descobrir como os critérios complexos de aplicação e as exigências de relatórios impactam seus negócios e explore recomendações práticas sobre como a comunidade financeira pode promover um acesso mais justo e inclusivo ao financiamento.
Ao comemorar meu primeiro ano como CEO da NESsT, pude refletir sobre o que significa liderar uma organização orientada por propósitos, definida por sua visão e impacto. A NESsT acredita nessas iniciativas, confia em suas visões e as capacita a crescer e gerar mudanças significativas.
No entanto, o estudo recente da “ NESsT ” e sua extensa pesquisa indicam que o termo “bioeconomia” é frequentemente interpretado de forma ampla por financiadores e formuladores de políticas globais, distanciando-se, por vezes, dessa visão de gestão ambiental.
Na COP16, realizada na Colômbia em outubro de 2024, a Fundação NESsT reforçou seu compromisso contínuo de ampliar o acesso ao financiamento para iniciativas de bioeconomia lideradas por povos locais na Amazônia. Esse trabalho, que inclui o plano de investir US$ 6 milhões em capital de risco para o lançamento dessas empresas até 2025, foi recentemente destaque na Carbon Pulse.
Em junho de 2024, a NESsT lançou uma publicação com o objetivo de melhorar o direcionamento, a acessibilidade, a eficácia e a eficiência dos investimentos na bioeconomia amazônica, com base em um projeto de pesquisa de um ano realizado em parceria com iniciativas lideradas por Povos Indígenas e Comunidades Locais (PICLs).
Como parte de seu compromisso contínuo de enfrentar os desafios urgentes enfrentados pelos empreendedores na América Latina, especialmente na região andino-amazônica, o Fundo NESsT Lirio está ampliando sua atuação no Brasil.
A NESsT , possui um portfólio de mais de 50 empresas na Amazônia. Nos últimos cinco anos, nossos gestores de portfólio trabalharam com essas empresas para medir, monitorar e ampliar seus impactos.
O dia estava ensolarado e o céu azul quando a ESPM Tech, em São Paulo, recebeu os últimos convidados para um evento repleto de esperança na juventude brasileira e no poder da coletividade. O Coletivo Aprendiz, empresa social do CIEDS e do portfólio NESsT, foi oficialmente lançado na maior cidade da América Latina no Dia do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho.
A Associação dos Agropecuários de Beruri (Assoab), organização que faz parte do portfólio d NESsT Amazônia – Incubadora da Floresta, poderá buscar novos mercados e até mesmo exportar as castanhas coletadas por seus associados. Isso porque a associação tornou-se, em maio, a primeira entidade comunitária de processamento de castanha-do-brasil a receber o Cadastro Geral de Classificação, importante licença do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Leia mais.
Em nosso último artigo da série “Negócios Sociais e Empregos Dignos”, junte-se a nós nessa jornada de construção do negócio social “ Instituto Aliança Empregos ” (IAÊ).
Implementado pela NESsT, em parceria com a WWF, federações indígenas nacionais, a Organização dos Povos Indígenas da Amazônia (COICA) e com o apoio da USAID, o programa Amazônia Indígena Direitos e Recursos (AIRR) visa incentivar as populações indígenas a se tornarem atores mais visíveis e ativos na economia sustentável da Amazônia, de forma a conservar a biodiversidade da floresta tropical e construir resiliência ambiental, por meio do desenvolvimento de alternativas de geração de renda com a floresta em pé.
No final de 2019, três anos após ingressar no portfólio da NESsT, a Pedala foi adquirida pela Ame Digital, empresa de fintech controlada pela B2W Digital — uma das maiores empresas de comércio eletrônico da América Latina — e pela Lojas Americanas. Como essa startup do Rio de Janeiro se tornou atraente para expansão em tão pouco tempo?
A Maré de Sabores, uma empresa social do portfólio NESsT - IKEA Social Entrepreneurship Latin America Accelerator, participou ativamente da campanha de vacinação, fornecendo alimentos a mais de 900 profissionais de saúde e servindo 2.700 lanches e 1.200 refeições.
Assim surgiu o Instituto Aliança Emprego (IAÊ), uma unidade de negócios do Instituto Aliança, com o apoio d NESsT e da Fundação Arymax. Ao longo dos últimos dois anos, o NESsT , e a Fundação Arymax realizaram um investimento financeiro híbrido e prestaram apoio não financeiro ao IAÊ, como orientação, estudos e mapeamento de mercado, definição e aprimoramentos no plano de negócios, apoio ao desenvolvimento tecnológico e criação de novas parcerias.
O ano de 2018 foi desafiador de muitas maneiras, como todos sabemos e todos sentimos. Mas, felizmente, graças à nossa perseverança como empreendedores sociais e à paciência dos investidores, no fim das contas, temos muito o que comemorar.
A equipe NESsT no Brasil
Nossos apoiadores no Brasil
Agradecemos aos nossos incríveis parceiros e doadores que nos ajudam a combater a desigualdade no Brasil
